quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aguadouro



UM ESPETÁCULO DE TEATRO, UM LIVRO:

Aguadouro conta a história de sete mulheres: Ágata, Marta, Yolanda, Dolores, Fábula, Aurora e Maria. O tema da gravidez permeia todas elas; é a mulher grávida de si mesma. A história contada por cada uma é, na verdade, a história de uma única mulher revelando suas diversas paisagens internas.



A direção e iluminação de Ricardo Vieira buscam antes de tudo mostrar, através do universo feminino, as múltiplas dimensões de um ser humano em transformação. Encontramos inicialmente uma mulher angustiada, vazia e incompreendida que sai de cena para dar lugar a uma outra face de si mesma, e assim sucessivamente. Acompanhamos a trajetória dessa mulher que vai se descamando e se descobrindo até a hora em que se mostra inteira.




O monólogo, escrito por Cristiane Velasco, mescla imagens fantásticas e poéticas com situações cotidianas, compondo uma personagem complexa e universal. A partir de sua vasta experiência corporal através da dança e de seu trabalho como contadora de histórias, a atriz/autora nos oferece uma interpretação singular do texto.




Os elementos cênicos de Aguadouro foram concebidos a partir de materiais reciclados e coloridos, realizados pelos integrantes da Oficina Boracea e por Adriana Yazbek, designer que também assina as luminárias do espetáculo.
“Minha Ciranda” é a música-tema de Aguadouro e foi gentilmente cedida pelo Quinteto da Paraíba.



Na entrada do teatro, um “objeto-livro” com o texto da peça inteiramente ilustrado por L P Baravelli estará disponível para apreciação. As personagens representadas em cena são recriadas por ele através de seus contornos lineares, fruto do trabalho de Cristiane como modelo para o artista plástico. O público poderá manusear o livro encadernado em formato “sanfona”, página por página ou então aberto em toda sua extensão, reconhecendo assim essas “personagens-contorno” em tamanho natural.



Apoio inicial: Lílian Kogan.
Fotografia: Murillo Medina
Proposta de patrocínio inscrita na Lei Rouanet.
Produção: Cooperativa Paulista de Teatro.
Público Alvo: jovens e adultos.

SOBRE OS PARTICIPANTES DO PROJETO:

Cristiane Velasco é formada em Artes Plásticas pela FAAP, com Especialização em Arte-Educação pela ECA-USP. É professora de educação infantil há dez anos na Casa Redonda Centro de Estudos e desde 2003 atua no curso de formação de educadores oferecido pelo Instituto Brincante.
Criou o projeto Dançando Histórias, reunindo a arte de contar histórias, danças e cantos tradicionais, através de três espetáculos: “Contos Indianos”, “Contos Flamencos” e “Avoou: Contos Brasileiros”. Já realizou apresentações no Tuca Arena, Teatro Brincante, Crowne Plaza, Instituto Tomie Ohtake, Sesc, entre outros.
Em 2002 participou do Cd “Abra a Roda Tin Dô Lê Lê”, pesquisa e direção de Lydia Hortélio, sob distribuição de Brincante Produções Artísticas.

Ricardo Vieira é ator e diretor de teatro formado pela EAD-Escola de Arte Dramática da USP e pelo Teatro Escola Célia Helena.
Como ator trabalhou em espetáculos como “My Fair Lady”, “Candide”, “A Bela e a Fera”, entre outros.
Como diretor e diretor assistente trabalhou em “Mademoiselle Chanel” com Marília Pêra e direção de Jorge Takla, “Novas Diretrizes em Tempos de Paz” com Tony Ramos e Dan Stulbach e direção de Ariela Goldmann, e no espetáculo “A Ver Estrelas” de João Falcão.
Em 2009 integra o elenco de “A Bela e a Fera”, no papel da Fera.

Adriana Yazbek é arquiteta, cenógrafa e designer, formada pela FAU/USP. Criadora da Oficina de Artes Boracea – grupo de geração de renda que foi finalista do Prêmio Planeta Casa de 2007, participou da São Paulo Fashion Week e teve destaque em feiras no Brasil e no exterior.
Em cenografia realizou trabalhos com Naum Alves de Souza e Celso Frateschi, entre outros.

A Oficina Boracea teve como proposta inicial a humanização do Boracea, abrigo para moradores de rua da prefeitura de São Paulo, através de uma intervenção arquitetônica/cenográfica, utilizando-se materiais recicláveis. A iniciativa foi tão bem sucedida que, no fim de 2007, o grupo transformou-se numa ONG, produzindo objetos de decoração. O projeto tem tido grande repercussão na mídia.

Luiz Paulo Baravelli, artista plástico, estudou com Wesley Duke Lee. Participou de três bienais de São Paulo e das bienais de Veneza e Havana. Professor entre 1966 e 1982, foi um dos quatro fundadores da Escola Brasil.
Desde 1967 expõe com regularidade em mostras individuais e coletivas, principalmente em São Paulo, em galerias, museus e centros culturais. Tem seu trabalho representado nas coleções dos principais museus do Brasil.
Escreve freqüentemente sobre arte para jornais e revistas.